As segundas não são assim tão negras! #7

Todos nós temos aqueles sonhos de criança que nunca esquecemos.

R: O meu mundo era bastante diversificado, todos eram bem-vindos, desde a Barbie má ao Ken mais giro da festa. A minha mãe não gostava muito da brincadeira, ninguém podia passar no corredor da casa, nem sequer mexer no que quer que seja. Era extremamente proibido. Apesar da confusão de brinquedos era onde me divertia mais. Depois com o passar do tempo as coisas foram mudando. Um dia queria ser uma das Spice Girls (a Geri por favor) e no outro, já preferia ser professora ou até investigadora de crimes impossíveis de resolver. Ser criança é isso mesmo, sonhar sem limites e fazer de conta até que tudo pareça real.

I: Eu por acaso não me lembro assim de nenhum sonho de criança, a não ser querer ser operadora de caixa no Modelo e fazer unhas francesas, porque lembro-me que a maioria das operadoras de caixa tinham esse tipo de unhas e eu gostava do som que as unhas produziam ao tocar nas teclas das máquinas registadoras. Então em casa fazia de conta que trabalhava no modelo e como tinha uma máquina registadora de brincar era mais fácil, até porque adorava o som do sensor sempre que passava um artigo, quanto às unhas, às vezes metia daquelas unhas falsas. Atualmente, nem sou operadora de caixa nem tenho unhas à francesa, aliás odeio unhas compridas, metem-me impressão só de pensar.

R: ahahah… eu acho que todos nós gostávamos de ser operadores de caixa em criança. Tirava tudo dos armários da cozinha e pedia as moedas que a minha mãe tinha, para dar o troco aos inúmeros clientes que apareciam no meu mini-mercado. Sim, era mais tradicional e pena minha não ter máquina registadora só para ouvir o som. Penso que era uma criança modesta sem grandes sonhos impossíveis. Hoje esses sonhos são diferentes, como uma vez ouvi “tornar os sonhos em objetivos “ porque para mim continuava a ser a Geri.

I: Os sonhos de criança atualmente já não existem, e acho que é bom, até porque os nossos sonhos vão mudando, ou não, à medida que vamos crescendo. Os meus sonhos agora são um pouco megalômanos. Mas são levados tão a sério, como quando era criança.

Inês e Raquel

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