Aldeia Mágica

Este fim de semana, fizemos um percurso pedestre que nos levou a uma aldeia desabitada chamada Drave e conhecida como a “aldeia mágica da Serra da Freita” …bem, a magia acontece no fim, quando já não te aguentas em pé!!!

Um percurso feito de altos e baixos…literalmente! Nunca me custou tanto caminhar, principalmente quando vínhamos embora. Quando demos conta as garrafas de água estavam quase vazias e o percurso ainda ia a meio.

Para quem já foi aos passadiços do Paiva e sentiu dificuldade em caminhar, informo que ir a Drave é bem pior, pelo menos para mim. Não percebo o porquê de no folheto informativo estar escrito que o nível de dificuldade do percurso é baixo, como assim é baixo? …a minha forma física é que não é a melhor provavelmente!

Aldeia de Regoufe

Bem, de qualquer forma, a verdade é que as paisagens são deslumbrantes e as fotografias falam por si! 

Partimos de Regoufe, uma aldeia muito acolhedora, onde tivemos oportunidade de apreciar o ritmo rural que ali se vive. Achámos piada à independência e liberdade dos animais. Porém, não gostei muito de sentir a liberdade dos perus e galinhas que por ali andavam à solta, tenho algum receio…, é, receio parece uma boa palavra! Fotografei essencialmente no início da caminhada e no fim, porque se já não me aguentava a mim própria quanto mais andar com o peso da máquina nos braços.

Ao chegar ao destino, é possível explorar a aldeia e mergulhar nas lagoas de Drave. As lagoas constituem uma série de poços escavados na rocha. Mas não se iludam, as lagoas não são exatamente na aldeia, ainda têm de caminhar bastante para lá chegarem e quando digo bastante, é aproximadamente metade do percurso que fizeram para chegar à aldeia, visto que nesta altura do ano apenas a última lagoa está cheia o suficiente para mergulhar. De qualquer forma, se não quiserem andar tanto, podem descer à zona ribeirinha e encontrar “piscinas naturais”, com pequenas cascatas, onde podem tomar um bom banho…bem refrescante!

Para virmos embora, tivemos de fazer o mesmo percurso e depois de muito sofrimento, falta de água e “pragas rogadas”, observámos os animais a regressarem sozinhos aos seus currais, sem que os donos os chamassem. Para concluir, isto não é um post de lamúrias, adorei ir a Drave, as paisagens são maravilhosas, só é pena que o percurso tenha “Nível de dificuldade: Máximo”, segundo a minha avaliação, testada e comprovada no terreno!!

A que melhor aguentou. Ginja.

Inês.

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