As segundas não são assim tão negras! #1

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Sejam bem-vindos à primeira rubrica do blog:  As segundas não são assim tão negras.

(Estas próximas segundas não são bem segundas para muitos de vocês visto que já se encontram de férias, mas quisemos começar na primeira segunda de Agosto, não só para aqueles (nem sabemos bem como dizer isto para não magoar os corações mais frágeis) que se encontram ainda em época laboral e não tão balnear.)

E com este parênteses a palavra SEGUNDA (mais uma para a conta) foi escrita mais do que devia, só ao pronunciar há quem se sinta logo mal disposto. Mas as verdades são para serem ditas. Concluímos assim que: a segunda é o que nós fazemos dela.

E como já devem saber, terminámos uma longa etapa da nossa vida. É estranho pensar que no próximo ano lectivo já não temos horários para escolher, nem as longas horas no comboio o que pode significar que já não somos estudantes?!?  Pedimos desculpa pelo pensamento alto, ainda estamos a absorver tremenda conquista (as gaiatas saltam de alegria).

Uns terminam e outros começam e é devido a este começar que hoje vamos falar sobre o nosso primeiro ano de Universidade: do desconhecido, das borboletas no estômago e da cidade nova. Para muitos o próximo Setembro vai ser o Setembro nunca esquecido! E talvez a segunda-feira memorável das vossas vidas.

E com isto começamos a conversa:

R: Lembro-me como se fosse ontem, o meu primeiro dia na Universidade…a ansiedade do dia chegar foi muita…na altura parecia que estávamos sozinhos naquela cidade com pessoas que nunca tínhamos visto na vida mas na realidade acho que todos nós nos  sentimos assim, perdidos e desorientados, não achas Inês?

I: Sem dúvida, eu estava apavorada e olhando para trás…acho que me sentia uma criança autêntica cheia de medo do que me reservava. Aliás odiei o meu primeiro dia, não conhecia ninguém e como entrei na segunda fase, alguns grupinhos já estavam formados. Mas os dias que se seguiram foram ótimos, e na altura fiz amigos que hoje permanecem, outros nem tanto. Mas agora, ao lembrar-me dos primeiros dias de universidade, percebo que o meu grupo de amigos atual é aquele que eu estava longe de imaginar que iam ser os meus verdadeiros amigos, pelo simples facto de no primeiro dia ter pensado logo “uii..não me vou dar com este” e agora…as pessoas com quem menos simpatizava são o melhor grupo de amigos de sempre. Não concordas?

R: Sim completamente…e o receio do que as outras pessoas poderiam pensar de ti foi sempre difícil de evitar. Será que o que disse foi correcto? Se calhar deveria fazer isto e aquilo, são sempre perguntas que surgem nas nossas cabeças. Muitas vezes deixamos de ser nós próprios num mundo tão desconhecido. Achas que farias alguma coisa diferente? Que conselhos darias a quem vai entrar agora na Universidade?

I: mesmooo!!! Sinceramente…acho que não faria nada diferente, porque naquela altura eu estava a entrar numa nova fase da minha vida, num novo capítulo e a minha ingenuidade por um lado trouxe-me tudo o que tenho agora. Aprendi imenso com os erros, fiz amigos para a vida, a nível académico aprendi imenso e percebi realmente o que quero fazer da vida. Acho que sermos fiéis a nós próprios é o mais importante. Aliás, isto é como nas relações amorosas, no início até podes querer parecer muito bem à frente da pessoa, mas passado algum tempo a tua personalidade real vem ao de cima e isso é difícil de camuflar. O importante é gostarmos de nós tal como somos, isso influencia todas as ações da nossa vida e de certeza que a taxa de arrependimentos desce eheh. E por isso, para quem vai agora entrar na universidade, aconselho a serem verdadeiros e a mostrarem-se tal como são, o resto acontece naturalmente e não há razões para entrar em colapso! Como uma professora minha disse “não faças planos para a vida para não estragares os planos que a vida tem para ti!”.

R: Era aí mesmo que queria chegar! Sermos verdadeiros é sem dúvida o mais importante. Mesmo quando não sabemos muito bem quem somos, o que aconteceu muitas vezes ao longo destes anos, acreditem que no fim corre sempre tudo bem. Não vou mentir, é um caminho de descoberta, com algumas pedras no sapato pelo meio, mas se chegaram até aqui porque não continuar? O que é para ser será! Já que a vida tem planos para nós porque não aproveitá-los?

Inês e Raquel.

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