As segundas não são assim tão negras! #6

Fizemos um questionário no instagram para sabermos quais as vossas sugestões de temas que gostariam que falássemos na nossa crónica “as segundas não são assim tão negras!”, então esta semana vamos falar sobre “ A Universidade e ter ir estudado para outra cidade”.

I: Ora bem, não sei se a nossa experiência é igual a de muitos outros estudantes, uma vez que não ficámos a viver em Aveiro. Vínhamos todos os dias para casa. Foi bastante cansativo, mas na altura, no meu caso, foi uma decisão que tomei porque não quis desistir das atividades que frequentava e achei que conseguiria conciliar tudo. E consegui. Mesmo assim, ter ido para a universidade noutra cidade foi importante para o meu amadurecimento e claro está, para o “desenrascanço”, uma vez que tinha de me desenvencilhar sozinha independentemente do que acontecesse. Por outro lado, foi ótimo porque conheci outras pessoas, de outras cidades.

R: Ter ido estudar para outra cidade fez com que aprendesse muita coisa, não só como a Inês diz, a desenrascar-nos mas também aprendi a valorizar o meu tempo. A viagem durava entre 1h30m e 2 horas no caminho, dependendo sempre para meu desagrado, dos transportes públicos. Acho que só por aí, já dá para perceber o caos que às vezes eram as nossas manhãs…sem falar dos fins de tarde. Passámos por tudo e mais alguma coisa, desde: horas intermináveis dentro do comboio por avarias, greves e casos mais graves que infelizmente todos nós sabemos que acontecem. Foram horas e horas de viagem durante cinco anos, foi muito tempo desperdiçado mas no final do dia não havia melhor sensação do que chegar ao meu quarto, à minha casa.  O pensamento era sempre o mesmo: “Até que enfim, cheguei!”

I: mesmo!! Mas com o passar do tempo, passamos a estar em piloto automático. Eu lembro-me de chegar a casa e pensar “ui…já cheguei, nem me lembro de ter passado por aquele sítio.” porque foram tantos dias a fazer sempre o mesmo percurso que de repente já estamos tão formatados que até já fazemos o caminho de olhos fechados. Mas sim, é cansativo, mas lá está, tive oportunidade de fazer outras coisas que se calhar não teria se tivesse ficado em Aveiro. E depois, como a raquel diz aprendi a gerir o tempo e a aproveitá-lo melhor. Muitas vezes perguntavam-me como é que eu conseguia conciliar tudo, porque houve uma fase que eu andava no tênis, na dança contemporânea e no carnaval…então em épocas de carnaval a minha vida era uma correria. Mas é muito importante ter força de vontade e simplesmente organizarmo-nos. Até agora deu certo. Ainda deu tempo para criarmos as gaiatas, embora muitas vezes não seja possível sermos tão consistentes nas publicações como gostaríamos, porque só tomamos consciência do trabalho que dá ter um blog quando realmente produzimos conteúdo. Principalmente editar os vídeos. Mas acreditem que escrever posts para o blog também não é fácil. Não é simplesmente acordar um dia e dizer “hoje vou escrever’ e done, post feito, não, muitas vezes sento-me em frente ao computador e não sai nada e permaneço com uma página em branco durante séculos. Há dias e dias.

R: O teu tempo acaba por ser uma das coisas que mais valorizas, quando se passa por uma situação dessas. Não foi fácil mas conseguimos. Atualmente é uma luta constante, dou por mim muitas vezes, chateada pelo dia ser tão pequeno para tantas coisas que quero fazer. E como dizes, nem sempre estamos inspiradas o suficiente para escrever ou filmar. Nós queremos muito, vontade e motivação não nos falta para as gaiatas, mas existem dias em que a correria da vida se mete pelo meio e já não conseguimos fazer o que queríamos. É frustrante e todos os dias tento ser melhor a gerir a minha lista interminável.

E vocês pensam: têm assim tanta coisa para fazer? Temos sim, quando gostamos daquilo que fazemos as ideias não param de surgir. Como diz o ditado Parar é morrer, coisa que tão cedo não queremos fazer.

Inês e Raquel

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