Irmãs que não tive. Mas tenho.

Por vezes, perguntam-me “Não gostavas de ter tido irmãos?” e a minha resposta é “gostava…mas tenho as minhas primas”. Claro que as pessoas pensam que isso é diferente, e de certa forma até o é, dependendo dos núcleos familiares. Desde sempre convivi diariamente com elas, se não for pessoalmente existe sempre uma mensagem a ser enviada, e por isso nunca senti mesmo falta de ter irmãos, porque para mim elas não são as comuns primas, são como irmãs. Rimo-nos muito, chateamos muito a avó, reclamamos umas com as outras, competimos (de forma saudável) para sermos a preferida do avô, mas no fim, estamos sempre juntas no sofá a cuscar o que cada uma está a fazer.

Apesar das idades serem distantes, sempre tivemos uma união muito forte, onde as perguntas e as minhas respostas nunca faltaram. Sempre me senti orgulhosa por “ser a irmã” mais velha, a quem uma dizia “Inês…não digas ao meu pai…mas tirei negativa a matemática.” ou então “…Inês….como é que se conta aos pais que se namora? É que eu não sei”. Sempre respondi de forma sincera às perguntas delas, porque apesar de uma ter 13 anos e outra 11, deve-se valorizar qualquer que seja a questão, até a mais infantil. Sou a favor que independentemente da idade se deve contar a verdade às crianças. Claro que em alguns casos deve-se amenizar um pouco a verdade.

Tentei acompanhar a Maria da mesma maneira que acompanhei a Beatriz, mas nem sempre os meus horários escolares e agora Universidade permitiram. Tenho consciência que não acompanhei as duas da mesma forma e admito, sinto alguma culpa. Com o passar dos anos a nossa rotina diária vai nos distanciando dos que mais importam, algo que eu não deixo que aconteça com a nossa relação. É sempre bom reencontrarmos o colinho de casa nem que seja umas em cima das outras no sofá dos avós.

É importante darmos valor aquilo que na sua essência permanece sempre, ao que não é inconstante e forçado.

Teria muito mais a dizer, mas isso fica para nós. Não se esqueçam que os amigos são importantes mas que a família que nos acolhe e que nos ama incondicionalmente não devem ser esquecidos.

Termino este post super lamechas mas merecido, com a frase mais bonita que ouvi de uma delas “não fiques assim Inês, tens me a mim!”, e não é que tenho mesmo?  ❤

P.S. Beatriz e Maria babem-se lá…, mas não se habituem a este tipo de posts. Não partilhem mais este post do que os outros ahah. Falsianes…

Inês.

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