O Primeiro dia

Vou vos contar uma história que mudou a minha vida. Não sou muito boa com as palavras mas darei o meu melhor, prometo.

Alguns anos atrás, conheci a pessoa responsável por estar aqui, hoje, a escrever para vocês. Sinceramente não me lembro de como e quando isso aconteceu. Sei, por ela me ter contado várias vezes durante este tempo todo (já lá vão uns aninhos). Tudo começou no final de um dia, quarta-feira, presumo eu, tendo em conta a tradição e a origem do evento em que estávamos presentes. “Olá”… foi a primeira palavra que lhe disse.

Quero contar o resto da história mas neste momento estou à espera que ela me diga pela milésima vez de como aconteceu. Eu sei o que estão a pensar “como é que não te lembras do resto??”.  Pois é, não me lembro. Peço desculpa se vos desiludi logo no primeiro post do blog mas esta é a verdade pura, dura e crua. Para mim o dia em que nos conhecemos não foi o mesmo dia para ela.

Agora a versão da minha história “do dia em que nos conhecemos”: 

As aulas terminaram, e como sempre, lá fui a pé para a estação de comboios. Ao descer as escadas olho para a frente e vejo uma rapariga com ar muito preocupado à procura de qualquer coisa no chão.  Vou ter com ela e pergunto “perdes-te alguma coisa?” :

I: Siiiim, o meu passe do comboio!!!

O mundo acabou ali amigos! Quem anda de comboio e perde a única forma de chegar a casa, bem sabe os calafrios que nos passa pelo corpo quando nos apercebemos da catástrofe. Procurámos na mochila, na carteira, na lancheira, nos bolsos, nos casacos e nada. Não estava em lado nenhum. Mais tarde, naquele dia viemos a descobrir que estava a quilómetros da estação, perdido no parque onde aconteceu o tal evento onde ela me conheceu. Coisas da vida!

Após tanta procura, desistimos! Optámos por ir tirar uma nova viagem para que ela pudesse ir para casa. Com tanta confusão, a única coisa com que ela se estava a preocupar era se “não ia perder o comboio!!”. Sim perdi o comboio, cheguei mais tarde a casa…mas…ganhei algo que nunca pensaria vir a ter.  Não é perfeito. É à nossa maneira. Discutimos, choramos e rimos. Rimos muito, às vezes, de tudo e de nada! É como andar de montanha russa todos os dias. 

As gaiatas começaram naquela primeira viagem, sem nos darmos conta naquilo que nos estávamos a meter.  

 

Raquel x

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