Porquê a mim?

Já todos nos perguntámos “porquê a mim?”, “Porque é que isto me aconteceu? Mas eu fiz tudo direito! Porquê a mim?” e perguntamos isto como se tivéssemos o direito, como se fossemos os maiores da nossa aldeia. Pois bem, não somos.

Somos seres comuns que consideramos que estamos sempre a lutar por aquilo que achamos que temos o direito. Mas a pergunta é: Estaremos mesmo a lutar?

Ao longo da minha vida, sempre tive este pensamento “porquê a mim?” e é muito difícil mudar, porque nos piores momentos é sempre isto que uma pessoa pensa. E não me estou a desculpar, sou assim! 

A verdade é que a vida tem a estúpida ideia de nos surpreender depois de uma verdadeira tempestade emocional. Depois de uma tempestade vem a bonança, prefiro acreditar nisso. Mas sim, é revoltante, às vezes parece que a sorte está do lado de quem menos se importa com a vida, de quem não quer saber dos problemas dos amigos, de quem não faz nada para obter a sorte e que constantemente passam a vida a olhar só para o seu próprio umbigo.

Se vocês pensam como eu, acreditem não estão sozinhos no mundo.

Hoje a Catarina disse que eu devia falar sobre isto no blog, acha que muita gente sofre deste problema de querer fazer tudo bem e depois corre tudo mal.

Eu sou assim, sonhadora, persistente, teimosa até me mostrarem os factos. Mas ainda não me considerei uma lutadora à séria, tipo aquelas pessoas que nascem com uma vida super disfuncional e depois fazem de tudo para singrar na vida e de repente têm um negócio super competitivo internacionalmente. Ok, agora baseei-me na série “Girl Boss” que dá na Netflix. Ótima série para sonhadores!!

Para mim, lutar significa cair num poço bem fundo, mas fazer de tudo para subir e conseguir chegar ao cimo custe o que custar, com várias quedas pelo caminho (às vezes as minhas aulas de cycling parecem mesmo isto ahah. Sou uma lutadora em cycling vah!!).

A verdade, é que eu prefiro continuar a ser assim, a não olhar só para o meu umbigo e a tentar ser a madre Teresa…estou a ser burra, talvez. Mas não há nada que pague uma consciência tranquila e verdadeiros amigos ao nosso redor. Ás vezes estamos tão preocupados em atingir determinados objetivos que nos esquecemos de viver realmente a vida. É fácil falar eu sei, porque na verdade eu falo muito, mas depois as coisas acabam por não acontecer, ou acontecem quando finalmente virei a página.

Só queria dizer para não deixarem de ser humildes e de acreditar nos vossos sonhos e … parem de ser iguais a todas as outras pessoas, parem de parecer que nasceram todos numa fábrica de produção em série. O mundo assim é uma seca.

Acima de tudo, sigam os vossos sonhos, comemorem as vossas conquistas, a maior luta vem de dentro, de nos aceitarmos como somos e de acreditarmos que vamos chegar onde queremos. A felicidade vem das pequenas coisas.

Uma última nota, esta colagem que fiz para ilustrar este post, é só o retrato da confusão que vai na minha cabeça todos os dias. Mas atenção, pelo menos a minha confusão é colorida.

Inês.

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