Ponto de equilíbrio

 Ilustração por: Pascal Campion Art (http://bit.do/pascalarte)

Já não escrevo posts profundos à muito tempo, e não quero de forma alguma justificar a minha ausência com este post, mas a verdade é que este tema vai justificar muita coisa. Depois dos vlogmas, naturalmente senti necessidade de me afastar das redes sociais. Estamos constantemente a ser notificados por tudo o que acontece no mundo e na vida das outras pessoas que nos esquecemos da “notificação” que está ao nosso lado. No meu caso, desde que comecei a trabalhar sinto que não tenho tempo para nada e quando digo nada não me refiro apenas ao blog, refiro-me também à família (Blacky incluido óbvio, não estivesse ele aqui ao meu lado já a ressonar). Além de sentir que não tenho tempo para nada, também descobri que não sou pessoa de estar muito tempo fechada, não ver o sol deprime-me. 

Então, tive de encontrar o meu ponto de equilíbrio, ou como a Raquel diz “isto precisa de uma intervenção”. Portanto, fiz o seguinte (e fiz mesmo), priorizei tudo aquilo que me faz feliz e tudo aquilo que me empurra para estar feliz. Depois de ter uma lista bem formada na minha cabeça, percebi que a minha felicidade parte das coisas mais simples, como sair com a minha mãe para ir às compras (apesar de ela ir super cedo ao sábado e deixar-me dormir na maioria das vezes), levar o meu cão à praia que implica arrastar a minha mãe até à praia (essa é a parte mais difícil, principalmente se utilizar o verbo caminhar), ver todos os filmes de Harry Potter com o Fábio, fazer-lhe panquecas e perguntar vezes sem conta se estão boas, registar a luz com o meu avô ou simplesmente ir a casa dos meus avós falar sobre o tempo, ler a minha revista favorita, disparatar no grupo “The Big Four” (grupo secreto) ah e já me esquecia chatear, as minhas primas e encenarmos uma discussão para a família se passar. 

Parecem coisas banais, infantis mas são aquelas que me fazem feliz. Mas tudo isto precisa de um empurrão…queixar-me da vida à Raquel e ginásio!! Sim, são dois vícios já, mas saudáveis. O ginásio tem uma componente psicológica que eu levo muito a sério, sempre que me sinto a superar em alguns exercícios, tento passar isso para a minha vida diária, como eu costumo dizer “se consegui superar no ginásio, consigo superar lá fora”. 

Com isto quero dizer que nós conseguimos mesmo ter tempo para tudo, mas para tudo o que nos faz feliz, priorizar é importante. O tempo passa demasiado rápido para o desperdiçarmos com coisas inúteis e com suspiros infelizes.

P.S. Mãe fica registado publicamente que um dia vou conseguir dizer “vamos caminhar” e tu não vais revirar os olhos.

Inês.

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One response to “Ponto de equilíbrio”

  1. Margarida says:

    Adoro querida Inês!

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